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Mostrando postagens de novembro, 2025

Do abismo ao Éden poético

  Um belo dia, me encontrei. Como fênix, ressurgi. Como camaleão, me reinventei. Como ser humano, evoluí.   Um dia te amei, no outro não te quis. Sempre soube que estava errado. Entre lucidez e devaneios, entre perdas e ganhos, a vida sempre surpreende justo quando parece não haver solução. Me conformei e chorei. Me levantei e lutei. Sorri entre os gritos do desespero. Mergulhei nas lágrimas da ansiedade. Busquei a fundo todos os sentimentos para conhecer o desconhecido. Me surpreendi com o que encontrei. Mais ainda — com quem reencontrei. Vi no espelho aquele que um dia abandonei. Mas agora, mais maduro, mais forte, determinado, capaz de realizar o dobro do que um dia sonhou.   Um dia o medo me paralisou. Hoje ele é bussola, me ensina a recalcular a rota. Recomeçar não é vergonha, Perder é lição. Dar um passo atrás é impulso pra saltar ainda mais alto.   Conquistar é bom, reconquistar pode ser melhor. O que vem fácil, vai fácil. ...

Entre Cortinas e Verdades

  As cortinas se abrem mais uma vez. O roteiro começa suave, encantador — o enredo prende o olhar curioso do espectador. Mas a pergunta ecoa: será o ator um novo personagem… ou apenas um reflexo disfarçado de si mesmo? Difícil perceber, às vezes, que o personagem carrega fragmentos do próprio coração. Cada gesto, cada fala, cada olhar revela a essência tímida de quem sempre esteve ali — escondido, vulnerável, em guerra com o mundo e com o espelho. No palco, porém, ergue-se firme: um homem forte, corajoso, inteiro em sua ficção. E é aí que poucos entendem: nunca se tratou de máscaras. Foram armaduras — necessárias, urgentes — para sobreviver enquanto o caos se ajeitava dentro. Hoje, já não dói. O desconforto virou brisa. Agora existe apenas a leveza de ser — quem, quando, onde e como quiser. Pode parecer estranho, até perigoso, mas mergulhe fundo: o que encontrará lá embaixo sempre esteve presente. Nada foi falso — a sombra já não domina, apenas observa. Porque quando algu...