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Do abismo ao Éden poético


 

Um belo dia, me encontrei.
Como fênix, ressurgi.
Como camaleão, me reinventei.
Como ser humano, evoluí.

 

Um dia te amei, no outro não te quis.
Sempre soube que estava errado.
Entre lucidez e devaneios,
entre perdas e ganhos,
a vida sempre surpreende
justo quando parece não haver solução.


Me conformei e chorei.
Me levantei e lutei.
Sorri entre os gritos do desespero.
Mergulhei nas lágrimas da ansiedade.
Busquei a fundo todos os sentimentos para conhecer o desconhecido.


Me surpreendi com o que encontrei.
Mais ainda — com quem reencontrei.

Vi no espelho aquele que um dia abandonei.
Mas agora, mais maduro,
mais forte, determinado,
capaz de realizar o dobro do que um dia sonhou.

 

Um dia o medo me paralisou.
Hoje ele é bussola, me ensina a recalcular a rota.
Recomeçar não é vergonha,
Perder é lição.
Dar um passo atrás é impulso pra saltar ainda mais alto.

 

Conquistar é bom, reconquistar pode ser melhor.
O que vem fácil, vai fácil.
Quanto mais luta, mais sólido.
Quanto mais trabalho, mais duradouro.

 

Desistir nunca foi meu lema —
por que seria agora?
Este sou eu. Você pode gostar ou não.
Pertenço a mim, e ninguém pode me parar.

 

Meu impacto vai além do que os olhos veem.
Deixo passos marcados onde passo.
Pode ter sido apenas um instante,
mas suficiente pra deixar marcas eternas
na mente, no coração, na alma.

 

Quando eu partir, restará apenas a dúvida.
Pois o que não se vive, não se sente.
O que não se permite, não se concretiza.
O tempo pode parecer cruel,
mas se a escolha for “E se...”,
a pergunta nunca terá resposta.

 

Hoje me reencontrei.
Com fragmentos unidos,
De corpo inteiro,
Com olhar empoderado.
Sozinho, talvez — mas nunca solitário.


Pete

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