Pular para o conteúdo principal

No escuro e vendo!




Assistindo movimentações de pessoas a minha volta, ouvindo muitos falarem mas sem entender nada ao som de uma música ambiente resolvo começar a escrever.


Tudo começa com simples imagens em uma TV que está a alguns metros de distância assistindo nada, esperando ninguém em um lugar lotado de pessoas buscando amenizar os efeitos do calor causando por este dia ensolarado e sufocante.

Resolvo mudar meu rumo, me sinto como caminhando em circulos procurando alguém que tenho a plena certeza de que não vou encontrar. Essa calmaria começa a me entediar, sinto meu coração bater mais forte procurando algo mais intenso para viver.




Onde está você que entrou em minha vida sem saber e agora não consigo te encontrar?!


Este sou eu no meio da multidão tentando fazer com que você me note, mas você junto com seus amigos, tocando sua música,tomando sua água buscando se hidratar para aguentar o fim da noite quente e abafada que fazia não conseguia perceber meu olhar! Mas eu eu via você lá em cima sorrindo de forma que me encantava, com as bochechas levemtente avermelhadas que te davam um tom de criança envergonhada.
Momentos após vi pela primeira vez você sair de seu posto, fiquei a procura, olhando, buscando te encontrar mas te perdi de vista, e derrepente me viro e vejo você de volta novamente tocando sua música, se divertindo e me deixando em transe buscando entender porque tanto encanto...
Minha timidez não me permitia chegar em você que mais um vez saiu de seu posto e cruzou meu caminho sem nem sequer notar que eu te olhava desejando apenas dizer "Oi!".

Me senti cansado, resolvi partir de volta ao meu lar, mas as lembranças ficaram daquela noite em minha mente, aquele belo rosto, sorriso, aparente timidez, doçura e carisma que pude notar mesmo a distância que me encantaram e continuam me fazendo pensar.

A noite acabou mas não o sonho e o desejo de te reencontrar. Estejam certos de que esta história terá muitos capítulos a começar, com novos personagens e sempre deixando uma ponta de curiosadade no ar...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eu

  Ergui uma armadura Para me proteger, Sem saber que ela me destruíra por dentro.   Para evitar ruínas, silenciei Para não despencar, me escondi. Mas o que se cala, apodrece.   Digo que não me arrependo, Digo que não me importo, Mentiras que só eu aceito.   No espelho, um estranho me encara, Rostos fragmentados de tantas quedas, De tantas reinvenções acho que me perdi em mim mesmo.   Como a fênix renasce das cinzas, Aceito que este sou eu: Imperfeito, vitorioso, Risos e lágrimas, calma e tempestade.   Portas se fecham, outras se abrem, Capítulos se encerram, novos começam. Pessoas entram, pessoas saem, Algumas ficam para sempre, Outras passam, mas todas me moldam.   O caminho nunca é claro, Mas a resiliência me anima. Desistir? Nunca foi opção. O equilíbrio nasce do caos, A queda impulsiona o voo, Recuar é só para lançar-se longe.   O céu nunca foi limite, Voar exige aprendizado, Conquista exige luta, Crescimento exige dor. ...

Goodbye Innocence

  Talento, Dons, Identidade, Personalidade, Determinação! Já usei muitos personagens, já vivi muitos deles, muitas vezes não escolhi ser um deles. Outras vezes sim! Mas como toda a história ensina uma lição dessa forma não seria diferente. Alguns tem talentos, outros tem qualificações. Mas um dom quando possuído faz toda a diferença. O talento deixa de ser o foco principal. Dons não acabam, não somem, enquanto o talento pode com o tempo se tornar apenas um pouco mais do mesmo. A sua identidade ninguém pode roubar, sua personalidade ninguém pode mudar, somando então a determinação combinado com o dom, talento e identidade chegamos ao sucesso! Esses diferenciais nos tornam especiais neste mundo, nos tornam únicos e excelentes naquilo que fazemos. Durante um longo período procurando encontrar respostas pras maiores questões passei a aceitar os rótulos que o mundo insistia em colocar. Aceitando a condição, obstáculos e barreiras criadas pela incapacidade de...

Abrigo Infinito

  Rios se romperam, abismos se ergueram. As feridas queimavam, o sangue era memória viva. Nos olhos, o desespero tremia; na alma, a instabilidade dançava. O medo do desconhecido lutava contra o consolo do aconchego. E, num sopro, nada mais seria igual.   A cura surgiu no instante em que tudo parecia ruir. E ainda assim, a tolice me fez suspirar enquanto o mundo, em silêncio, estendia suas mãos. Perdido, buscavas a chave de si mesmo, enquanto lá fora a vida chamava, convidando à lucidez e às infinitas possibilidades.   No horizonte, uma luz que parecia ao alcance escorregou novamente para longe. Não era tempestade, era apenas aviso: o tempo não espera. Ele trai, ele corre, ele muda tudo em um instante.   Mas as inseguranças não podem ser algemas, e o medo não deve ser prisão. Enquanto a vida permitir, estarei aqui. Segura minha mão, deixa-me ser teu resgate. Ontem fui ausência, mas hoje sou presença. E voltei — não mais de passagem, mas ...