Tímida nas pontas dos meus dedos,
sussurrando na vidraça do meu peito.
Teu amor cai como chuva.
Lava meu sofrimento,
dissolve o peso das ausências,
e faz florescer o que em mim secou.
Quando teus lábios queimam os meus,
e o tempo se suspende no toque,
ouço tua voz mesmo no silêncio —
e tudo é real.
O trovão anuncia o que meu coração já sabia:
há música em mim, e ela tem teu nome.
Me chame de tolo,
mas ficarei aqui —
no alto da montanha do meu amor —
esperando sentir tua chuva novamente.
Lembro quando teus olhos disseram adeus.
Minhas as lágrimas se misturaram ao vento.
Quando me virei, desejei que o céu se abrisse,
que as nuvens escuras te devolvessem pra mim.
Prometeste voltar quando a tempestade passasse.
E eu, deposito a fé, fico.
Esperando o sol,
esperando o clarão,
até sentir-te cair, suave, sobre mim.
Teu amor cai como a chuva,
lava meu sofrer,
leva minha dor,
e me faz renascer.
Agora o sol se insinua entre as nuvens.
E eu te digo: nunca vá.
Porque esperar é árduo, as vezes dolorido
mas crer é um milagre.
Digo a mim mesmo: se eu acreditar,
te erguerei do chão com a força do meu querer.
E quando vieres —
sem som, sem pressa —
sei que o mundo ficará estranho,
selvagem, inteiro.
E o amor,
como chuva,
cairá outra vez.
Ficarei aqui,
no topo da montanha,
até ouvir teu nome me chamar
com o som da chuva.
Pete

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