Ergui uma armadura Para me proteger, Sem saber que ela me destruíra por dentro. Para evitar ruínas, silenciei Para não despencar, me escondi. Mas o que se cala, apodrece. Digo que não me arrependo, Digo que não me importo, Mentiras que só eu aceito. No espelho, um estranho me encara, Rostos fragmentados de tantas quedas, De tantas reinvenções acho que me perdi em mim mesmo. Como a fênix renasce das cinzas, Aceito que este sou eu: Imperfeito, vitorioso, Risos e lágrimas, calma e tempestade. Portas se fecham, outras se abrem, Capítulos se encerram, novos começam. Pessoas entram, pessoas saem, Algumas ficam para sempre, Outras passam, mas todas me moldam. O caminho nunca é claro, Mas a resiliência me anima. Desistir? Nunca foi opção. O equilíbrio nasce do caos, A queda impulsiona o voo, Recuar é só para lançar-se longe. O céu nunca foi limite, Voar exige aprendizado, Conquista exige luta, Crescimento exige dor. ...