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Friends - Por Elise Machado



Li certa vez em algum lugar, que nós só fazemos amigos até uma certa idade. Que aqueles nossos velhos amigos (alguns até de infância, ou da época da escola) é que vão ser nossos amigos de verdade pra sempre.
Eu tinha isso como certo – nós efetivamente CONHECEMOS muita gente ao longo da vida, e reunimos CONHECIDOS e BUDDIES com o tempo (ainda mais com adventos sociais como Facebook etc. Gente que a gente convive, sai pra beber…), mas… AMIGOS mesmo, eram raros os que não fossem de longa data.
Daqueles que são pau pra toda obra. Aqueles que independente da frequêcia com que os vê, sente lá no fundinho que são “seus” mesmo, sabe?
Fazer amigos é coisa difícil. Você acaba até se aproximando das pessoas por circunstâncias (trabalho, cursos), e acrescentando amigos que no fundo são amigos de amigos. Você expande sua rede social.
Mas fazer um amigo DO NADA, é complicado.
Alguém de fora dos seus círculos. Com uma realidade diferente da sua. Ou mesmo fora do seu bairro. Já reparou como a gente naturalmente vai ficando mais próximo dos que moram próximos e mais distante dos que moram afastados?
É natural.
Isso me deixava meio de bode.
Significa que nós somos meio, o quê? Mais e mais cheios de manias e peculiaridades com a idade? E que é mais difícil com o tempo se abrir, deixar alguém que você não conhece, e confia previamente, chegar próximo?
Triste.
Sem falar que é uma bosta, pois a gente perde pessoas pelo caminho, ao longo do tempo. Aquele seu master amigo de anos de repente pode ir ficando mais distante, e mais distante… até não ser mais tão amigo assim.
Acontece. Não adianta a gente ficar sofrendo por isso, nem se apegando a situações que não mais existem. Isso acontece justamente porque as pessoas mudam – evoluem (ou não), se interessam por outras coisas, começam a ter outros interesses, ou realidades…
Então é meio triste a ideia que você não consegue repor o lugar dessas pessoas.
Ou será que não?
Eu tenho me surpreendido com algumas pessoas, de tempos pra cá.
Alguns amigos que seriam meros “amiguinhos”, conhecidos, andam ganhando status de amigos de verdade pra mim. E engraçado – pessoas que conheci há pouco tempo, ou que teoricamente não fazem parte dos meus grupos pré-existentes.
Mas como saber? Como saber se essas pessoas são amigas mesmo? Como aquelas antigas? É complicado deixar alguém tomar lugar dentro de você, sem ter certeza que o negócio é intenso como você pensa que é.
Você tem algum amigo de curta data? Se dá a eles da mesma forma que se dá aos amigos antigos?
Acha que conseguiria fazer algum amigão de verdade assim, saído do nada?
Normalmente eu brinco de avaliar das seguintes formas: se eu estivesse em apuros, ligaria pra essa pessoa? Me sentiria à vontade pra gritar, pra pedir, pra recorrer a ela? E ela correria pra me socorrer?
E o inverso, se ela precisasse de mim, largaria tudo correndo e iria até ela? Mesmo sem ela pedir?
Ou seja, o quanto essa pessoa se preocupa com você, e vice-versa?
E você gosta muitíssimo da pessoa, mesmo conhecendo os defeitos, e independente de não concordar com ela em tudo?
Como VOCÊ mede esse tipo de amor? O de amigo?

Elise Machado


Jessica Rocha
Wagner Rocha
Andrezza schlichting 
Jonatã Da Rosa 
Raquel Balejo  
Nanni Motta  
July Rachadel  
Renata Oliveira  
Francelle França  
Ana Kormann  
Ede Santos  
Nilton Serpa
Giovanna Osório 
Thiago Silva
Thiago schlichting







Esse post é dedicado a todos aqueles riram e choraram comigo, aqueles quem em algum momento magoei sem intenção, aqueles que magoaram muitas vezes sem saber, outras vezes sabendo, aqueles a quem amei, amo e continuarei amando incondicionalmente!
Que independentemente da distância permanecem sendo pessoas muito mais que especiais!

Mr. Pete







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